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Entrevista

Informante 7

Idade:21
Sexo/Género:Feminino
Escolaridade:Licenciatura em curso
Nacionalidade:cabo-verdiana (Praia - Santiago - Cabo Verde)
Data / Local:12/08/2010, Lisboa, Portugal
Entrevistador:Sílvia Barbosa
Especificações:Marantz PMD 670, PCM, mono, int. mic., 44.1 kHz

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Perguntas e respostas

Perfil sociolinguístico

1. Que línguas fala?

crioulo, português, espanhol, inglês, francês

2. Com que idade começou a falar cada uma delas?

O crioulo desde a nascença, português - Ensino Básico, inglês e francês - Ensino Secundário, espanhol - Ensino Superior

3. Com que idade começou a falar português?

Aprendi o português com 9 anos de idade.

4. Que língua acha mais fácil de aprender a falar? Porquê?

Obviamente a língua materna, o crioulo, já que estamos em interacção desde quando me considerei ser humano.

5. Que línguas fala em casa?

crioulo

6. Que línguas fala no trabalho?

português

7. Com que frequência fala português no trabalho?

sempre

8. Com que frequência fala português na vida privada?

menos de três vezes por semana

9. Língua(s) que a mãe fala(va)

crioulo e português

10. Língua(s) que o pai fala(va)

falava crioulo e português

Notas

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Questionário

1. Acha que existe uma pronúncia característica desta cidade? Como o identifica?

Bom, se calhar, não seja a pessoa mais adequada para abordar esta questão devido à minha permanência em Lisboa, além da escassez de laços com o cidadão lisboeta. Contudo, penso que existe um sotaque particular de Lisboa, identificando-o através das pronúncias das palavras, a entoação e a enfase.

2. Nota diferenças de pronúncia nas pessoas desta cidade?

Sim.

3. Reconhece a origem das pessoas pela pronúncia?

Sim, algumas vezes, ainda mais quando se trata de pessoas do norte do País, das aldeias e das Ilhas Autónomas.

4. Convive com pessoas de outras localidades além das desta cidade? De onde são?

Sim, convivo com pessoas de Viseu, Porto e Guarda e os seus distritos.

5. Qual é a sua pronúncia? Gosta dela? Porquê?

Como é natural o meu sotaque provem da minha descendência e, quiçá, também das pessoas com as quais convivemos - o meu sotaque difere dos dos outros pela forma como falo uma palavra, expressão, pelo ritmo, pela entoação e pela musicalidade que atribui às palavras minhas... Gosto do meu sotaque, por ter a particularidade da diversidade. E pelo facto de ser visto como uma das minhas características.

6. Acha que há mudanças na sua pronúncia desde que veio para esta cidade?

Sim, com certeza. Até porque passo a maioria do meu tempo na escola, na companhia de portugueses que contribuem para a evolução e aperfeiçoamento de meu falar.

7. Identifica a sua pronúncia como parecida ou igual ao desta cidade? Se sim, em quê?

Sim, quando falo o Português, averiguo, que as minhas pronúncias, gírias e expressões são analógicas ou iguais às dos outros.

8. Já alguma vez alguém comentou a sua pronúncia?

Sim, sempre… Devido aos factos acima referidos.

9. Qual é a pronúncia de que gosta mais? Porquê?

O ritmo, a musicalidade com que alicerço ás palavras que falo, são estas características que me fazem gostar mais do meu sotaque… Eu acho que a maneira como eu falo traduz um pouco a minha personalidade e demonstram traços próprios de mim.

10. Qual é a pronúncia de que gosta menos? Porquê?

-

11. Se tivesse de escolher uma pronúncia que não a sua, qual seria? Porquê?

O sotaque lisboeta é o oficial, o clássico.

12. A pronúncia dos seus pais é parecida com a sua?

Não, nada a ver. Eu falo mais pausadamente e devagar.

13. Parece-lhe que as outras pessoas sempre bem percebem o que diz? Já teve alguma situação em que não perceberam o que dizia? Como se sentiu?

Sim, até hoje, nunca tive queixas, críticas acerca do conteúdo do que falo.

14. Que opinião lhe parecem ter outras pessoas neste país acerca da sua pronúncia?

Algumas pessoas dizem que eu uso muito o gerúndio, e como eu falo “paulatinante”, dizem que falo parecido aos brasileiros.

15. Em geral, na televisão e rádio, que pronúncia ouve com mais frequência?

O sotaque de Lisboa.

16. Que língua acha que deveria ser escolhida como padrão? (apenas nas entrevistas conduzidas em Cabo Verde)